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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

O AMBIENTE BIOLÓGICO E A SAÚDE

Não é a primeira vez que abordo a complexidade do conceito "saúde". Hoje, no entanto, incido a minha reflexão sobre o tema da aula: a saúde na sua relação com o meio biológico. A saúde, na sua variedade, depende tanto de factores endógenos (características da própria pessoa - o hospedeiro), como de factores exógenos (exteriores a este, mas que o afectam, condicionando o seu estado de bem estar). É analisando esta interecção entre o homem e o meio que podemos tentar chegar mais próximo da definição que concebemos da "saúde".

Ninguém vive isolado. Mesmo que viva só, isolado de outras pessoas, nunca está verdadeiramente isolado... Porque há todo um meio que o envolve. Vivemos rodeados de todo um maravilhoso mundo biológico, do qual muitas vezes nem nos apercebemos. Estamos rodeados de seres vivos, animais e vegetais, que tornam a nossa vida mais colorida.

Esses organismos podem representar factores de saúde para os que os rodeiam... Mas nem sempre esses organismos biológicos exercem uma acção positiva sobre nós e sobre o nosso estado de saúde, afinal eles podem ser reservatórios, vectores ou agentes da doença.

Mas de que formas influencia o meio biológico que nos rodeia a nossa saúde? Outra pergunta que nos poderá surgir diversas vezes, já que provavelmente é raro reflectirmos nisso... Sofremos maior influência do ambiente biológico através de alguns mecanismos de interacção específicos que estabelecemos, como é o caso da nossa nutrição, da nossa imunidade, casos de traumatismo ou de infecção/intoxicação.

A cadeia epidemiológica tem uma sequência comum, independentemente do tipo de intervenientes. Assim, um determinado reservatório (por exemplo, um qualquer organismo biológico) pode transmitir o agente (como as bactérias, fungos, vírus, protozoários, ...) ao hospedeiro (o indivíduo), que assim pode contrair infecção, ficando o seu estado de saúde comprometido. O ponto de partida desta alteração do seu estado de saúde (doença) foi a interacção do indivíduo com o seu ambiente biológico.

Claro que quando me refiro a meio biológico, a variedade de reservatórios é grande, tal como a forma de contágio. A transmissão do agente patológico pode resultar, por exemplo, do contacto directo com animais. Assim, podemos ser infectados por animais quando vamos de férias para o Quénia ou para a Tailândia, como no caso da Malária (em que o parasita é transmitido pelo Mosquito Anopheles). Mas não é preciso ir tão longe para sentir os efeitos dos animais na nossa saúde. Os nossos cães, gatos ou mesmo cavalos podem transmitir-nos, tanto pela sua mordida, como pela saliva em contacto com a nossa pele, o vírus da raiva,que ataca o sistema nervoso e é fatal em praticamente 100% dos casos. Em ambos os casos, a prevenção volta a ser a palavra de ordem: a malária pode ser evitada através da profilaxia adequada antes de se partir de férias e os animais devem ser vacinados anualmente para impedir a contracção deste vírus.

No entanto, outra das formas de interacção com o ambiente biológico que estabelecemos é a nutrição. E desta forma podemos ser infectados por vírus como o famoso H5N1 (gripe aviária), doença das vacas loucas

Por fim, temos obrigatoriamente que pensar nas situações em que o reservatório é o próprio homem ou o seu organismo. As pessoas com quem nos relacionamos diariamente também são reservartórios de agentes patológicos. Por exemplo, vírus como o VIH (SIDA) ou o vírus da Hepatite B são sexualmente transmíssiveis, tal como os vírus de da sífilis, gonorreia, clamídia, ... Mas também podem ser contraídos pelo contacto com subtâcias orgânicas infectadas, por exemplo, em casos de transplante de órgãos infectados ou durante uma cirurgia pelo contacto com material contaminado. A doença de Creutzfeldt-Jacob (encefalopatia espongiforme subaguda) , uma infecção progressiva, inevitavelmente mortal, que produz espasmos musculares e uma perda progressiva da função mental é, por exemplo, contraída por médicos legistas, pelo contacto com cadáveres infectados.

O tétano é causado pela toxina de uma bactéria, o Clostridium tetani. Este organismo pode sobreviver no ambiente, e em particular no solo, sob a forma de esporo. Uma das mais típicas formas de transmissão do mesmo é a contaminação de uma ferida.

Concluindo, ao contrário do que muitas vezes pensamos, o ambiente biológico tem uma influência importantíssima na nossa saúde, já que é constituído por inúmeros organismos que podem funcionar como reservatórios de agentes patológicos. Alertados para esta realidade, e perante a nossa constante e inevitável interacção (sob diferentes formas) com o meio biológico, é importante que nos sensibilizemos para a importância da prevenção, desde os comportamentos preventivos mais básicos (como não partilhar material de higiene pessoal), passando pela prevenção não específica (contra a infecção, como a melhoria das condições de higiene, da qualidade da água e cadeia alimentar, ...) e culminando na prevenção específica, contra a doença, através da vacinação, de soros (depois de contraída) ou uma prevenção secundária (antibióticos e desinfectantes).

“A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias.”

Hipócrates

 

publicado por Dreamfinder às 15:25

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